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25 de mai. de 2011

Clássico: Jimi Hendrix - The wind cries Mary

Esse é o cara que dispensa comentários quando o assunto é rock. Qualquer pessoa que já tenha ouvido o som de uma guitarra já deve ter sido apresentado a ele, que genialidade continua sendo insuficiente para descrever suas habilidades musicais. Também não há rasgação de seda suficiente pra satisfazer o que ele merece. Morreu cedo demais. Deixou um legado monstruoso e influenciou todos que vieram depois dele.


















Jimi Hendrix, canhoto, se habituou a tocar com a guitarra para destro. Alias, a ergonomia da guitarra era o menos importante, já que tocava ela fazendo malabarismos, nas costas, com os dentes. Revolucionou o uso da guitarra explorando distorções e timbres antes considerados "feios" e anti-musicais pelos defensores da música. Distorções e timbres que hoje são corriqueiros em qualquer música, até mesmo fora do universo rock.

Reza a lenda que os Beatles, Eric Clapton, Jimmy Page e Rod Stewart se impressionaram com sua performance certa feita, em Londres.
Veio e deixou sua marca para sempre (voltarei a completar esse post em um momento mais oportuno)

Encontrei essa jóia rara, Jimi Hendrix Experience se apresentando ao vivo em Estocolmo. Aprecie.

The Jimi Hendrix Experience - The wind cries Mary

7 de abr. de 2011

Lenda N.º2: Eric Clapton roubou a mulher de George Harrison

Esse é pra mim um dos fatos mais curiosos do rock. Começa quando o Beatle George Harrison passa a adotar a mística hare krishna como doutrina religiosa de um modo muito fervoroso, após uma boa temporada na Índia. A sua então esposa, Pattie Boyd,  acaba ficando um pouco abandonada e um tanto chateada.

Nessa época George ficou muito próximo a Eric Clapton (um dos maiores guitarristas da história). Os dois passavam horas tocando guitarra e usando drogas diversas. O trio se encontrava principalmente na casa de Clapton ou na casa de George.


Pattie Boyd e George Harrison

Aos poucos Clapton vai se apaixonando pela mulher do amigo e passa a ser atormentado por essa paixão crescente e cada vez mais descontrolada. Nessa época, escreveu uma de suas mais belas músicas: Layla, em homenagem secreta a Pattie (Layla seria um pseudônimo).


Pattie Boyd enquanto modelo

Com o tempo, ele não suportou mais seu desejo e desferiu diversas tentativas para conquistar Pattie, que já não estava muito satisfeita com o casamento. A princípio ela resistiu, mas então ela começou a ceder lentamente e em pouco tempo passou a ter um caso com Clapton. Em seguida, abandonou George Harisson e foi morar com Clapton. Apesar de tudo, Clapton e Harrison continuaram amigos, mas o clima nunca mais foi o mesmo.


Eric Clapton e Pattie Boyd

Morando então com Clapton, ela passou a ser responsável pela compra de heroína, e os dois pouco saiam de casa. Passavam o dia inteiro drogados. Clapton, em sua biografia, diz que o sexo era inexistente devido ao grande período de tempo que passavam sob efeito da heroína. Nessa época escreveu Wonderful Tonight, em um dos poucos dias que se aventuraram a sair de casa para jantar fora com Pattie,  ela estava demorando pra escolher um vestido. Ela também sofreu muito enquanto estava Clapton, que só a valorizava quando ela o largava, o que aconteceu repetidas vezes.

A dependência química dos dois desgasta a relação e no final Pattie larga Clapton definitivamente e segue em frente com um novo namorado. Clapton curou sua dependência química em centros de reabilitção, primeiro para heroína, mais tarde para o álcool e por fim casou com Mélia, que é sua atual esposa. Clapton fundou um grande centro de reabilitação -Crossroads Centre- para alcoolistas em Antígua, um paraíso tropical no Caribe.

19 de mar. de 2011

Lenda Nº.5: The Animals: House of the Rising Sun

Bem pessoal, essa música foi parar na minha pendrive por engano, ouvi ela hoje no carro, também por engano. Tenho algumas músicas country, prefiro as mais antigas, que são mais caipironas e mais raiz. Dentre elas, músicas de John Denver: "Country Roads" e "Thank God, I'm a Country Boy".

Mas no meio das músicas que supostamente eram para ser de John Denver estava "House of the Rising Sun". É uma música bem sombria, sinistra, meio folclórica, que remete à cultura de obscurantismo do sul dos EUA.

Em rápida pesquisa pelo Youtube, encontrei esse vídeo de 1964, que julgo ser da banda que lançou a música. É um vídeo bem antigo, mas com excelente qualidade. Trata-se dos The Animals. Parece que essa música é anterior a essa banda, possivelmente seja mesmo uma música folclórica.

Veja o vídeo (e a cara do vocalista como se tivesse contando uma história de terror):


5 de mar. de 2011

Legend #3: Paul McCartney died on 1966 (translated)

Rock is plenty of tales about dead ones that didn’t die and live ones that already died. About 60s, The Beatles were the biggest band of the world and made much success as richness, not even for themselves, but for everyone that rules on backstages: managers, producers and records.

Too many tell that the beatle, Paul McCartney, was dead on a car crash at 1966. As the band was wildly rising and would make more and more profit, the managers convince the members that would be better if they replace him by a double. Apparently almost all Beatles accept, but John Lenon, that would to make signs telling that Paul was no longer present, including elements that would be clues on album covers or even the songs. The double and Paul had little differences that would be used as source of clues.

The cover of Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967) is considered one of biggest evidence. They believe that it represents Paul’s funeral, with all flowers and too many famous “guests”. A left-handed guitar made of yellow flowers indicates who funeral was (Paul was left-handed). The name of the band it written “Beatles” instead of “The Beatles”, because the meant that the band “The Beatles” no longer existed, but actually another band. There’s a image of Kali, a indian goddess of death, indicating that was really about someone’s funeral. There are too many other evidences yet, fell free to look at them.

Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band

Another disc cover that indicates the dark history is Abbey Road (1969). It represents the funeral march of the Beatles. John is wearing white, color of mourning in hindy religion. The VW Beetle is parked against the traffic, as it hit Paul. Its license plate has written “28 IF”, that wold be Paul’s age about that year if he was not dead. Besides, the double is the only one marching with different foot ahead and he isn’t wearing any shoes.

Abbey Road

Well, that’s the evidences, but the mystery remains: is the Paul McCartney we see today a double? We shall never know…

15 de set. de 2008

Lenda Nº.4: Keith Richards cheirou as cinzas do pai com cocaína (atualizado)

Esse não seria um blog sobre rock legítimo se não falasse sobre os Rolling Stones. Essa é uma das maiores e mais influentes bandas de rock que já existiu. O estilo varia entre o blues inglês dos anos 60 e rock clássico, além de grandes baladas pop.

Mas esse tópico não é para dados historicamente científicos: vamos à lenda!

O guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, não é lá das criaturas mais normais desse planeta. Pra começar, como guitarrista, ele simplesmente não usa a sexta corda da guitarra 
(Mi), e se puder, ele arranca ela. Além disso, tem o hábito de dormir com sua guitarra preferida, abraçado.


Keith Richards - notar ausência da sexta corda

Ele acredita ser um pirata e encarna o personagem com convicção: bandana, brincos, medalhões e um anel de caveira. Gosta tanto da estética pirata que inspirou o maior pirata do cinema, Jack Sparrow (Johnny Depp) e ainda chegou a participar do filme como pai do pirata.

Keith e o anel de caveira

Nos anos 70, auge da banda, o estilo de vida dos rockstars era muito bem definido: festas, bebidas, mulheres e drogas. Toneladas de drogas. Nessa época surgiu um boato, alimentado pelo próprio Keith Richards, de que ele usava quantidades cavalares de heroína e cocaína. Segundo o boato, era tanta droga que Keith, para continuar vivo e evitar overdoses, se internava em uma clínica suíça para tocar o seu sangue por um sangue limpo!

Em uma reportagem do ano passado, Keith disse ter cheirado as cinzas do pai misturadas com cocaína, em uma farra com drogas: "A coisa mais estranha que eu já tentei cheirar? Meu pai. Eu cheirei meu pai. Ele foi cremado e eu não resisti a pulverizá-lo com uma assoprada. Papai não teria ligado. Caiu bastante bem, e ainda estou vivo".

Está aí, o cara que entrou para a história do rock como o pirata mais doidão de todos os tempos.

(atualização em 02/03/2011)
Depois dessa história toda, ele acabou lançando uma autobiografia e por conseqüência deu uma entrevista para as páginas amarelas da Veja. Nessa entrevista (revista de 06/12/2010) ele conta que na verdade não cheirou as cinzas do pai! Na verdade um repórter estava azucrinando o juízo do velho imortal Stone quando perguntou qual foi a coisa mais doida que ele já tinha feito. Ele aproveitou e meteu a brincadeira "Eu cheirei meu pai, e foi muito bom." Assim como ele criou a história de que ia periodicamente à Suíça trocar todo o sangue do corpo, para evitar que as drogas o destruíssem. Outra lenda criada por um jornalista que ouve o que quer...

17 de ago. de 2008

Lenda N.º3: Paul McCartney morreu em 1966


O rock é cheio de histórias de mortos que não morreram e vivos que já morreram. Nos anos 60 os Beatles eram a maior banda do mundo e geraram tanto sucesso quanto riqueza, não só para os integrantes, mas para todos aqueles que comandam o sucesso pelos bastidores: empresários, produtores e gravadoras.

Muitos defendem que o Beatle, Paul McCartney, teria morrido em um acidente de carro em 1966. Como a banda estava em franca ascensão e ainda gerariam muito mais lucros, os empresários da banda convenceram os membros de que seria melhor substituí-lo por um sósia. Aparentemente quase todos os Beatles aceitaram, menos John Lenon, que passaria a querer sinalizar que Paul não estava mais presente, incluindo elementos que seriam pistas nas capas dos disco ou nas músicas. O sósia e Paul tinham algumas diferenças sutis que passaram a ser usadas como fonte para as pistas.

A capa do disco Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967) é considerada uma das maiores evidências. Acredita-se que ela represente o funeral de Paul, com muitas flores e vários "convidados". Uma guitarra de canhoto feita de flores amarelas indicaria de que era o funeral (Paul era canhoto). Na capa do disco o nome da banda está "Beatles" ao invés de "The Beatles" (ok, isso pra mim não é lá uma grande evidência de nada), pois a banda "The Beatles" não existia mais, e sim outra banda. Há a imagem de Kali, uma deusa indiana da morte, que indica que aquilo é mesmo um funeral de alguém. Existem ainda outras evidências, fiquem à vontade para procurar.

Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band

Outro disco que indicaria a hipótese obscura é Abbey Road (1969). Ele representaria também uma marcha fúnebre dos Beatles. John está de branco, que é a cor do luto para a religião hindu. O fusca (beetle, em inglês) está na contra-mão, como se tivesse atropelado Paul. A placa do fusca tem escrito "28 If", que seria a idade de Paul se (if) não tivesse morrido. Além disso, o sósia é o único que está marchando com o passo invertido aos demais, e está descalço.

Abbey Road

Bem, dadas as evidências, fica o mistério: O Paul McCartney que vemos hoje é um sósia? Jamais saberemos...
Leia a história completa aqui.

26 de jul. de 2008

Lenda N.º 1: Ozzy arranca cabeça de morcego

Bem, acho que todo bom ouvinte de rock já ouviu falar no Ozzy. Até quem não sabe quem ele é já ouviu falar. Mas para quem mora em outro planteta, é bom pelo menos fazer um resumo sobre ele.


Fotos: Ozzy ontem e hoje


Ozzy Osborne foi o vocalista de uma das primeira bandas de heavy metal, o Black Sabbath. Tempos depois fez carreira solo. Como foi um dos pioneiros do heavy metal, Ozzy iniciou a primeira linha estética do rock ligada ao ocultismo, demônio e bruxarias (e coisas do gênero). Obviamente que tudo isso foi apenas uma jogada comercial, criando assim um novo estilo estético dentro do rock e por fim recrutando fãs que admirassem esse tipo de coisa.

De qualquer forma, em meados dos anos 80, em um show, algum fã muito maluco jogou um morcego (de verdade) no palco. Ozzy, que era o representante do demônio, fez o que todo e qualquer representante do demônio faria: arrancou a cabeça do morcego com os dentes, jogou o corpo do animal de volta para a platéia e cospiu a cabeça no meio do povo.

Acontece que na verdade Ozzy não é maluco, e isso é muito importante de se frisar, porque quando é visto na televisão, você ainda pode achar ele meio maluco, mas são apenas seqüelas do rockstar way of life, ou uso pesado de entorpecentes. Na época, segundo ele próprio em uma entrevista, só fazia show muito bêbado. Mas realmente bêbado. Mas o fato é que ele estava tão bêbado que imaginou que o morcego fosse de brinquedo e fez o que fez.

O resultado foi que ele teve que tomar várias drogas anti-rábicas e sofreu muitos efeitos colaterais por isso. O importante é que esse acontecimento marcou a história do rock e sua carreira para sempre. Sempre será lembrado como o maluco que arrancou a cabeça de um morcego com os dentes.