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25 de mai. de 2011

Clássico: Jimi Hendrix - The wind cries Mary

Esse é o cara que dispensa comentários quando o assunto é rock. Qualquer pessoa que já tenha ouvido o som de uma guitarra já deve ter sido apresentado a ele, que genialidade continua sendo insuficiente para descrever suas habilidades musicais. Também não há rasgação de seda suficiente pra satisfazer o que ele merece. Morreu cedo demais. Deixou um legado monstruoso e influenciou todos que vieram depois dele.


















Jimi Hendrix, canhoto, se habituou a tocar com a guitarra para destro. Alias, a ergonomia da guitarra era o menos importante, já que tocava ela fazendo malabarismos, nas costas, com os dentes. Revolucionou o uso da guitarra explorando distorções e timbres antes considerados "feios" e anti-musicais pelos defensores da música. Distorções e timbres que hoje são corriqueiros em qualquer música, até mesmo fora do universo rock.

Reza a lenda que os Beatles, Eric Clapton, Jimmy Page e Rod Stewart se impressionaram com sua performance certa feita, em Londres.
Veio e deixou sua marca para sempre (voltarei a completar esse post em um momento mais oportuno)

Encontrei essa jóia rara, Jimi Hendrix Experience se apresentando ao vivo em Estocolmo. Aprecie.

The Jimi Hendrix Experience - The wind cries Mary

19 de mar. de 2011

Lenda Nº.5: The Animals: House of the Rising Sun

Bem pessoal, essa música foi parar na minha pendrive por engano, ouvi ela hoje no carro, também por engano. Tenho algumas músicas country, prefiro as mais antigas, que são mais caipironas e mais raiz. Dentre elas, músicas de John Denver: "Country Roads" e "Thank God, I'm a Country Boy".

Mas no meio das músicas que supostamente eram para ser de John Denver estava "House of the Rising Sun". É uma música bem sombria, sinistra, meio folclórica, que remete à cultura de obscurantismo do sul dos EUA.

Em rápida pesquisa pelo Youtube, encontrei esse vídeo de 1964, que julgo ser da banda que lançou a música. É um vídeo bem antigo, mas com excelente qualidade. Trata-se dos The Animals. Parece que essa música é anterior a essa banda, possivelmente seja mesmo uma música folclórica.

Veja o vídeo (e a cara do vocalista como se tivesse contando uma história de terror):


4 de mar. de 2011

Clássico: Sublime - Santeria

Sublime é uma de minhas bandas preferidas. Pra quem não conhece, é uma banda americana dos anos 90 que tocava ska, com algumas variações para punk e reggae.

A música mais notável é Santeria, que muita gente conhece, mas não sabe de quem é. Infelizmente a banda acabou após a morte do seu vocalista, Bradley Nowell, por overdose de heroína, em 1996. Tem discografia bem curta, com apenas 3 álbuns de estúdio durante a carreira (recomendo que ouça todos).

Uma curiosidade é que o cão do vocalista, um dálmata chamado Lou Dog, era considerado um membro da banda, e participava das turnês, entrevistas e shows. Também aparece nos créditos dos CDs.

Sublime - Santeria

21 de dez. de 2008

Polêmica de Bittersweet Symphony: Plágio?

Bem, alguns leitores do blog acham que estou errado a respeito da minha afirmação de que a música "Bittersweet Symphony" é uma regravação dos Stones. De fato os Rolling Stones não têm uma música chamada "Bittersweet Symphony".

A história é que Richard Ashcrof (vocalista do The Verve), teria composto apenas a letra. Como base melodiosa, ele usou uma versão orquestrada de uma música creditada a Keith Richards e Mick Jagger: "The Last Time".

"The Last Time" foi regravada em versão orquestrada por Andrew Roog Oldham, que já havia sido produtor dos Stones. Essa versão orquestrada serviu como base do sampling feito pelo The Verve.

Houveram problemas com copyright, mas a decisão final é de que os lucros com a melodia fossem direcionados para seus autores originais. Richard Ashcrof, demonstrando que é bom de ironia, disse: "'Bittersweet Symphony' é a melhor música que Jagger e Richards escreveram nos últimos 20 anos" (em alusão de que os Stones nunca mais haviam produzido nenhuma grande canção).

The Rolling Stones - The Last Time

E agora a polêmica versão orquestrada:
The Andrew Oldham Orchestra - The Last Time

É isso! Abraços!

27 de set. de 2008

Oasis

O Oasis já foi uma grande promessa, mas nunca passou muito disso. Acho que é considerado um dos maiores expoentes do britpop, mas no entanto nunca fez grandes obras na música. Tudo bem que há algumas músicas que são "quase-pequenos clássicos", como "Wonderwall" e "Maybe", entre outras. Mas, fazendo justiça aos caras, eles sempre ficaram acima da mediocridade quando o assunto é música.

A banda que é liderada pelos irmão Noel e Liam Gallagher, surgida de Manchester, resgatando o estilo das bandas pop setentistas da Inglaterra (como os Beatles), estão lançando disco novo em outubro. Intitilado "Dig out yous soul", o álbum já vazou na internet mesmo antes do lançamento, então quem quiser ouvir, fique à vontade. O grande hit dessa vez é "Falling Down" e já pode ser ouvido por aí.

Infelizmente ainda não há vídeoclip pra postar aqui...
Confira a playlist:

               1. "Bag it up
               2. "The turning
               3. "Waiting for the rapture
               4. "The shock of the lightning
               5. "I’m outta time
               6. "(Get off your) High horse lady
               7. "Falling down
               8. "To be where there’s life
               10. "Ain’t got nothin’"
               11. "The nature of reality"

Oasis: Noel e Liam Gallagher (Wikipedia)

21 de set. de 2008

AC/DC - Rock'N Roll Train

Da mais modesta opinião deste blogueiro, o AC/DC é a banda que mais traduz o que é Rock. Até hoje, é a banda que melhor incorporou o espírito "de rock band" e faz um soh muito excelente!

Banda de heavy metal/hard rock, o AC/DC se formou na Austrália e chegou ao auge do sucesso nos anos 80. O vocalista original, Bon Scott, morreu logo no início da banda, bêbado, afogado no próprio vômito. Foi substituido pelo não menos talentoso Brian Johnson.

A banda lançará em outubro, seu mais recente álbum: "Black Ice".

Enquanto isso, ouvimos o primeiro single do mais novo disco - "Rock'n Roll Train":

6 de set. de 2008

Dire Straits, os sultões do suíngue

O Dire Straits é uma das poucas bandas que pode ser classificada apenas como Rock'n Roll. Não se encaixando em nenhum subgênero. Apesar de ser uma banda com uma discografia relativamente breve, tem em seu currículo grandes sucessos e é muito difícil que você nunca tenha ouvido uma música deles.

A banda lançou seu primeiro álbum em 1978 e encerrou sua carreira em 1995, com 6 discos de estúdio, 5 ao vivo e 3 coletâneas. Vale a pena ter a última coletânea, "Sultans of Swing: The Very Best of Dire Straits" (1998). Compre ou baixe.

O som da banda é marcado por uma música carregada de guitarras tocadas com grande habilidade do líder da banda, Mark Knopfler, com ótimas melodias e arrajos fantásticos. (Ele toca com o polegar, pois não aprendeu a dedilhar e nem a usar palheta.)

Abaixo, o vídeo de "Sultans of Swing" (dizem que essa música foi escrita em homenagem à guitarra Fender Stratocaster).



28 de jul. de 2008

O nascimento do rock

Não adianta falar muito dos personagens do rock se não entendermos o seu contexto cultural. E para isso, devemos também conhecer sua origem e suas influências.

O rock não nasceu de vez. Não foi inventado por uma pessoa. Não tem data de nascimento. Na verdade, o rock já existia antes de se chamar rock.

Tudo isso começou bem antes, quando os descendentes dos escravos do sul dos EUA faziam suas músicas tristes para descrever sua vida sofrida. A esse estilo musical, composto de musicas melodiosas com base no violão e de notas longas, deu se o nome de blues (blue=triste em inglês). Quando surgiu o blues? Talvez no final do século XIX ou no início do século XX. Ou talvez seja uma adaptação às músicas dos escravos à língua inglesa. O importante é que o blues, a partir dos anos 20 e 30, começou a abordar também temas não tão tristes. A melodia que era lenta e lamuriosa passou a ser também animada e dançante. Tudo isso com a mesma base musical. Esse novo estilo de blues que era essencialmente da cultura negra, conquistou o público jovem branco e tornou-se uma febre por volta dos anos 40: Buddy Guy, Buddy Holy, Muddy Waters, Eike Turner, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Elvis Presley.


Buddy Guy

Também nos anos 40, alguém falou que esse som era como "pedra rolando" (rock in roll). Mesmo depois de batizado, e até muito tempo depois disso, o rock não se separou do blues. Até hoje é difícil, em algumas músicas, dizer se é rock ou blues. É difícil separá-los porque eles têm uma relação muito estreita.

Esquema mostrando que não se pode separar completamente o rock do blues: apesar de ser fácil reconhecer os extremos de cada um, é difícil se classificar quem está mais próximo do centro

Nos anos 60, a música pop (exp.: The Beatles), que nada mais é que uma versão menos barulhenta do rock, fez mudar a cara do rock. Outras influências ainda apareceram, como a música folclórica americana (folk, exp.: Bob Dylan), a música country (Johnny Cash), o jazz (Ray Charles), o rhythm'n blues (Stevie Wonder), o ska e rockabbily (Elvis Presley) e rocksteady. O fato é que o rock é uma grande mistura de estilos. Outras bandas que tocavam rock/blues eram The Yardbirds, Jimi Hendrix Expericence, Janis Joplin, Rolling Stones, Cream e The Beatles.


Bob Dylan

Mas por muito tempo houve uma separação entre rock e pop. Musicalmente eles diferem entre si porque o pop é feito para ter mais apelo popular e por querer agradar a todos perde personalidade. O rock puro não quer agradar a ninguém além da banda e costuma ter pouco apelo popular, mas com grande personalidade. Na realidade, você pode encontrar pop com personalidade e qualidade musical, mas com toda a característica pop; do mesmo modo você pode encontrar rock sem personalidade e de péssima qualidade. O importante é que não se pode separá-los musicalmente e muitas vezes fica confuso classificar alguma banda ou artista. Por exemplo os Beatles muitas músicas pop, mas também deixaram uma grande marca no rock com muitas músicas geniais e criativas e suas diferentes fases.

Por volta dos anos 70, o rock ganha muita personalidade e se torna livre do blues enquanto estilo. Não totalmente livre, pois ainda existem artistas que ficam na fronteira entre os estilos. Mas nessa época é possível ouvir músicas e falar: isso definitivamente é rock. Surgiu o heavy metal com o Led Zeppelin (originalmente uma banda de blues) e também surgiu o rock progressivo do Pink Floyd. Esses dois ramos do rock tinha em comum que se tornaram muito parecidos com a música clássica em termo de complexidade. E passaram, com o tempo, a serem tão chatos quanto a música clássica. No final dos anos 70 passaram a não atrar mais os jovens, mas um público adulto.


Jimmy Page, guitarrista e líder do Led Zeppelin

No fim dos anos 70 e início dos 80 surge o punk rock. Na verdade já existia, mas não tinha nome. As coisas só ganham nome quando muita gente se interessa. O punk era a coisa mais tosca musicalmente falando. Mas não era chato como as alternativas e também foi abraçado pelos jovens e por um movimento anarquista meio sem sentido que surgiu na Inglaterra (The Ramones, The Clash, Sex Pistols). Paralelo a isso surgiam a música eletrônica, o rap e o rock new wave (que era uma mistura de pop com música eletrônica. Exp.: Duran Duran).


Sex Pistols: anarquia e merchandising no punk

Nos anos 90 o punk atinge a saturação e surgem novidades como o grunge, que era fruto do refinamento do punk com influências no heavy metal e folk: Nirvana, Alice in Chains, Soundgarden, Pearl Jam e Silverchair.

Além disso o rap se funde com o rhythm'n blues, gerando o hip hop e deixando a esfera do rock para se tornar um estilo independente (que as vezes se mistura com o rock de novo). No anos 90 ainda a música eletrônica também se distancia do rock enquanto gênero e cria vários subgêneros. A música pop se utilizou muito das técnicas eletrônicas para desenvolverem batidas que atraíam o público jovem e também se distanciou mais do rock, se aproximando demais do hip hop. Surgiu o nu metal (ou new metal) que nada mais é do que uma versão menos chata do heavy metal, com maior apelo mercadológico: Red Hot Chilli Peppers, Janes Addiction, Limp Bizkit, Korn.


Nirvana: Kurt Cobain, Nico Novoselic e Dave Grohl

Os anos 2000 prevalesceram novos estilos musicais e artistas novos que se inspiraram nos anos 70 com um som mais atualizado. Esse novo rock é extremamente difícil de classificar, mas apresenta uma ótima qualidade: The Strokes, Kaiser Chiefs, The Verve, Franz Ferdinand. Por outro lado, fruto do punk, que tradicionalmente tinha letras revoltadas contra o sistema, surge o emocore (emo de emocional e core=profundo, algo como profundamente emotivo), que é o punk com letras extremamente melosas. Como tem muito apelo comercial, as músicas têm sua qualidade comprometida. Não pelo tema emotivo, pois existem milhões de boas canções com o mesmo tema, mas pela qualidade musical muito inferior a qualquer outro tipo de rock que já existiu. As bandas conhecidas são My Chemical Romance, Green Day (em sua fase mais recente), Panic! at the Disco e Fall Out Boy. Muitos artistas dos anos 70 e 80 estão retomando suas carreiras baseados na sua discografia e retomando trabalhos clássicos.


Fall Out Boy e visual emo