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7 de abr. de 2011

Lenda N.º2: Eric Clapton roubou a mulher de George Harrison

Esse é pra mim um dos fatos mais curiosos do rock. Começa quando o Beatle George Harrison passa a adotar a mística hare krishna como doutrina religiosa de um modo muito fervoroso, após uma boa temporada na Índia. A sua então esposa, Pattie Boyd,  acaba ficando um pouco abandonada e um tanto chateada.

Nessa época George ficou muito próximo a Eric Clapton (um dos maiores guitarristas da história). Os dois passavam horas tocando guitarra e usando drogas diversas. O trio se encontrava principalmente na casa de Clapton ou na casa de George.


Pattie Boyd e George Harrison

Aos poucos Clapton vai se apaixonando pela mulher do amigo e passa a ser atormentado por essa paixão crescente e cada vez mais descontrolada. Nessa época, escreveu uma de suas mais belas músicas: Layla, em homenagem secreta a Pattie (Layla seria um pseudônimo).


Pattie Boyd enquanto modelo

Com o tempo, ele não suportou mais seu desejo e desferiu diversas tentativas para conquistar Pattie, que já não estava muito satisfeita com o casamento. A princípio ela resistiu, mas então ela começou a ceder lentamente e em pouco tempo passou a ter um caso com Clapton. Em seguida, abandonou George Harisson e foi morar com Clapton. Apesar de tudo, Clapton e Harrison continuaram amigos, mas o clima nunca mais foi o mesmo.


Eric Clapton e Pattie Boyd

Morando então com Clapton, ela passou a ser responsável pela compra de heroína, e os dois pouco saiam de casa. Passavam o dia inteiro drogados. Clapton, em sua biografia, diz que o sexo era inexistente devido ao grande período de tempo que passavam sob efeito da heroína. Nessa época escreveu Wonderful Tonight, em um dos poucos dias que se aventuraram a sair de casa para jantar fora com Pattie,  ela estava demorando pra escolher um vestido. Ela também sofreu muito enquanto estava Clapton, que só a valorizava quando ela o largava, o que aconteceu repetidas vezes.

A dependência química dos dois desgasta a relação e no final Pattie larga Clapton definitivamente e segue em frente com um novo namorado. Clapton curou sua dependência química em centros de reabilitção, primeiro para heroína, mais tarde para o álcool e por fim casou com Mélia, que é sua atual esposa. Clapton fundou um grande centro de reabilitação -Crossroads Centre- para alcoolistas em Antígua, um paraíso tropical no Caribe.

19 de mar. de 2011

Lenda Nº.5: The Animals: House of the Rising Sun

Bem pessoal, essa música foi parar na minha pendrive por engano, ouvi ela hoje no carro, também por engano. Tenho algumas músicas country, prefiro as mais antigas, que são mais caipironas e mais raiz. Dentre elas, músicas de John Denver: "Country Roads" e "Thank God, I'm a Country Boy".

Mas no meio das músicas que supostamente eram para ser de John Denver estava "House of the Rising Sun". É uma música bem sombria, sinistra, meio folclórica, que remete à cultura de obscurantismo do sul dos EUA.

Em rápida pesquisa pelo Youtube, encontrei esse vídeo de 1964, que julgo ser da banda que lançou a música. É um vídeo bem antigo, mas com excelente qualidade. Trata-se dos The Animals. Parece que essa música é anterior a essa banda, possivelmente seja mesmo uma música folclórica.

Veja o vídeo (e a cara do vocalista como se tivesse contando uma história de terror):


15 de set. de 2008

Lenda Nº.4: Keith Richards cheirou as cinzas do pai com cocaína (atualizado)

Esse não seria um blog sobre rock legítimo se não falasse sobre os Rolling Stones. Essa é uma das maiores e mais influentes bandas de rock que já existiu. O estilo varia entre o blues inglês dos anos 60 e rock clássico, além de grandes baladas pop.

Mas esse tópico não é para dados historicamente científicos: vamos à lenda!

O guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, não é lá das criaturas mais normais desse planeta. Pra começar, como guitarrista, ele simplesmente não usa a sexta corda da guitarra 
(Mi), e se puder, ele arranca ela. Além disso, tem o hábito de dormir com sua guitarra preferida, abraçado.


Keith Richards - notar ausência da sexta corda

Ele acredita ser um pirata e encarna o personagem com convicção: bandana, brincos, medalhões e um anel de caveira. Gosta tanto da estética pirata que inspirou o maior pirata do cinema, Jack Sparrow (Johnny Depp) e ainda chegou a participar do filme como pai do pirata.

Keith e o anel de caveira

Nos anos 70, auge da banda, o estilo de vida dos rockstars era muito bem definido: festas, bebidas, mulheres e drogas. Toneladas de drogas. Nessa época surgiu um boato, alimentado pelo próprio Keith Richards, de que ele usava quantidades cavalares de heroína e cocaína. Segundo o boato, era tanta droga que Keith, para continuar vivo e evitar overdoses, se internava em uma clínica suíça para tocar o seu sangue por um sangue limpo!

Em uma reportagem do ano passado, Keith disse ter cheirado as cinzas do pai misturadas com cocaína, em uma farra com drogas: "A coisa mais estranha que eu já tentei cheirar? Meu pai. Eu cheirei meu pai. Ele foi cremado e eu não resisti a pulverizá-lo com uma assoprada. Papai não teria ligado. Caiu bastante bem, e ainda estou vivo".

Está aí, o cara que entrou para a história do rock como o pirata mais doidão de todos os tempos.

(atualização em 02/03/2011)
Depois dessa história toda, ele acabou lançando uma autobiografia e por conseqüência deu uma entrevista para as páginas amarelas da Veja. Nessa entrevista (revista de 06/12/2010) ele conta que na verdade não cheirou as cinzas do pai! Na verdade um repórter estava azucrinando o juízo do velho imortal Stone quando perguntou qual foi a coisa mais doida que ele já tinha feito. Ele aproveitou e meteu a brincadeira "Eu cheirei meu pai, e foi muito bom." Assim como ele criou a história de que ia periodicamente à Suíça trocar todo o sangue do corpo, para evitar que as drogas o destruíssem. Outra lenda criada por um jornalista que ouve o que quer...

26 de jul. de 2008

Lenda N.º 1: Ozzy arranca cabeça de morcego

Bem, acho que todo bom ouvinte de rock já ouviu falar no Ozzy. Até quem não sabe quem ele é já ouviu falar. Mas para quem mora em outro planteta, é bom pelo menos fazer um resumo sobre ele.


Fotos: Ozzy ontem e hoje


Ozzy Osborne foi o vocalista de uma das primeira bandas de heavy metal, o Black Sabbath. Tempos depois fez carreira solo. Como foi um dos pioneiros do heavy metal, Ozzy iniciou a primeira linha estética do rock ligada ao ocultismo, demônio e bruxarias (e coisas do gênero). Obviamente que tudo isso foi apenas uma jogada comercial, criando assim um novo estilo estético dentro do rock e por fim recrutando fãs que admirassem esse tipo de coisa.

De qualquer forma, em meados dos anos 80, em um show, algum fã muito maluco jogou um morcego (de verdade) no palco. Ozzy, que era o representante do demônio, fez o que todo e qualquer representante do demônio faria: arrancou a cabeça do morcego com os dentes, jogou o corpo do animal de volta para a platéia e cospiu a cabeça no meio do povo.

Acontece que na verdade Ozzy não é maluco, e isso é muito importante de se frisar, porque quando é visto na televisão, você ainda pode achar ele meio maluco, mas são apenas seqüelas do rockstar way of life, ou uso pesado de entorpecentes. Na época, segundo ele próprio em uma entrevista, só fazia show muito bêbado. Mas realmente bêbado. Mas o fato é que ele estava tão bêbado que imaginou que o morcego fosse de brinquedo e fez o que fez.

O resultado foi que ele teve que tomar várias drogas anti-rábicas e sofreu muitos efeitos colaterais por isso. O importante é que esse acontecimento marcou a história do rock e sua carreira para sempre. Sempre será lembrado como o maluco que arrancou a cabeça de um morcego com os dentes.